O 2º semestre deste 1º ano começou em Fevereiro. Tem-se revelado deveras trabalhoso, mas sinceramente, bastante mais gratificante que o primeiro. Felizmente, considero a maior parte das cadeiras mais interessantes do que aquelas que tive no primeiro semestre, no entanto, são tãããão complicadas e exigem trabalho diário, o que nem sempre acontece... Neste segundo semestre, dar-se-á a minha primeira Queima das Fitas. Irei usar capa e batina pela primeira vez, ao som das guitarras de Coimbra, na noite da Serenata. Anseio esse dia desde sempre, principalmente agora, que está cada vez mais próximo... Tenho a certeza que será memorável !
27 de março de 2013
9 de fevereiro de 2013
Apresentação !
Desde que ingressei no ensino superior que pensei em fazer isto. Sempre adorei escrever e por isso aqui estou. Vou começar por falar um bocadinho sobre mim. Tenho 18 anos (19 dentro de um mês e 9 dias) e sou do Norte. Desde sempre fui uma aluna aplicada e digamos que, de uma maneira geral, obtive bons resultados em todo o meu percurso académico. No 9º ano eis que chegou a hora de decidir. Tinha (tenho) uma enorme paixão pela escrita, ponderei escolher Línguas e Humanidades e seguir Jornalismo, por outro lado, o bichinho da ciência estava sempre presente e queria muito seguir Ciências Farmacêuticas. Como tive de ponderar muito bem, pus todas a hipóteses em cima da mesa e optei por Ciências e Tecnologias. Não me arrependi nadinha. Foi difícil, muito difícil, mas valeu a pena. Foram muitas tardes de estudo intensivo, muitas horas perdidas à volta de trabalhos, mas valeu a pena e cheguei ao fim com a sensação de MISSÃO CUMPRIDA ! Os exames eram determinantes e eu temia-os imenso. Porém passaram. Cheguei ao 12º ano com muito medo. Era o fim. O derradeiro ano do secundário. Começava o stress da média final, da candidatura à faculdade. Na verdade, eu tinha boa média de secundário, 175, nem mais nem menos. Para o curso de Ciências Farmacêuticas, chegava bem, no entanto, as minhas provas de ingresso eram Biologia e Geologia e Física e Química A. Baixou-me imenso a média e concorri à faculdade com 164,5 valores de média. A primeira opção era Coimbra, sabia que não entraria no Porto, e seria dificílimo entrar em Coimbra. Foram 2 meses de angústia extrema. Eis que chegou o dia em que saiam as colocações. Esperei horas e horas pelo email da DGES. À noite, acompanhada pelo meu namorado, por volta das 22:30h, eis que fica disponível na minha ficha de candidatura online o resultado. Foi ele quem me deu a notícia. Nem queria acreditar. TINHA ENTRADO EM CF NA FACULDADE DE FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA! Entrei, consegui ! Chorei imenso, gritei aos meus pais que tinha conseguido. Não parava de tremer. Fui a penúltima colocada. O meu esforço ao logo de todos os anos do ensino básico e secundário estavam ali reconhecidos. No dia seguinte parti para Coimbra, levei as minhas coisas para aquela que seria a minha nova casa. Tinha uma semana para me mentalizar de que abandonaria os meus rituais diários, a minha casa, os meus pais, o meu quarto, as minhas raízes... Coimbra esperava por mim. Era oficialmente caloira da FFUC. Avizinhavam-se 5 anos de intenso estudo e muito empenho. Estava, então, o meu sonho realizado.
Hoje, encontro-me a 2 dias do início do 2º Semestre. Confesso, o 1º foi tudo menos fácil. A adaptação é complicada, não conhecemos ninguém, o método de ensino é totalmente diferente do que estávamos habituados, os professores nem sabem quem somos... As cadeiras do curso, nos primeiros anos, são muito abrangentes e nada ligadas à farmácia, ao medicamento, ao farmacêutico. Temos física pura, matemática pesada, biologia pormenorizada, química incompreensível, enfim, uma verdadeira desilusão da qual nos temos de mentalizar que com o avançar dos anos irá melhorar e o curso tornar-se-á mais específico e interessante. Pior que tudo é estudar imenso, dia e noite para no fim receber um 10. É frustrante estar habituado a notas superiores a 16/17 e agora não passaram do 14. Enfim, vida de universitário. Foi complicado e na 1ª semana chorei imenso, tive vontade de desistir e sentia-me a pessoa mais burra de toda a faculdade. Foi passando com o apoio de alunos mais velhos, família e claro, o apoio incondicional do meu namorado, a pessoa que mais de perto assistiu à minha deprimência ...
O semestre que se aproxima não será mais fácil, mas já estou mais habituada.
Falando das tradições coimbrãs, no 1º semestre deu-se a Festa das Latas e Imposição das Insígnias, onde há um cortejo, o cortejo da latada em que todos os caloiros são vestidos a preceito pelos seus padrinhos e percorrem as ruas de Coimbra entoando cânticos alusivos aos seus cursos. Passeiam os seus penicos e chupetas até que chegam às margens do Mondego e são baptizados pelos seus padrinhos ou madrinhas. Confesso que estar de quatro e ouvir a minha madrinha proferir palavras em latim enquanto me despejava um penico de água do Mondego pela cabeça foi um momento marcante. Pertencia finalmente à família académica da FFUC, era estudante de Coimbra! Agora, venha a Queima, a serenata, o traje académico, venha o adeus ao grau de caloira!
Até lá, resta-me muito estudo e dedicação às novas cadeiras que se avizinham...
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